terça-feira, 9 de junho de 2015

Mensagem reflexiva...



  Bom dia meus amores!! Eu vim aqui logo cedinho pra deixar esse texto/ menssagem com vocês, viu? Vou me despedindo por aqui mesmo. Espero que vocês gostem um beijo e tchau.

  Eis a verdade sobre as tragédias: elas fazem bem à alma.
    O fato é que sou uma pessoa melhor por causa das mortes. Se tudo tem seu lado positivo, este, sem dúvida, é bem frágil. Mas existe. Isso não significa a valha pena, que a troca seja justa ou algo semelhante, mas sei que sou um homem melhor do que era antes. Tenho uma noção mais apurada do que é importante. Compreendendo melhor a dor das pessoas.
    Houve uma época – parece ridículo agora – em que eu me preocupava com os clubes quais eu deveria me afiliar, qual carro deveria comprar, quais diplomas universitários pendurar na parede – toda essa coisa de status. Eu queria ser cirurgião por que isso deixava as pessoas babando. Queria impressionar os supostos amigos. Queria ser um grande homem.
    Como eu disse ridículo.
    Alguns poderiam argumentar que o fato de eu me sentir um homem melhor é uma consequência da maturidade. Até certo ponto, isso é verdade. Elizabeth e eu éramos um casal, uma única entidade. Ela era uma pessoa tão boa que eu podia me dar um luxo de não ser tão bom assim, como se sua bondade fosse um nivelador cósmico, equiparando nós dois.
     Mesmo assim a morte é uma grande mestra. E dolorosa demais.
     Gostaria de poder argumentar que, através da tragédia, eu descobri um princípio absoluto, desconhecido e impactante que pudesse transmitir. Não foi o que aconteceu. Os clichês são todos validos – o que realmente importa são as pessoas, a vida é preciosa, o materialismo é valorizado demais, as pequenas coisas são as que importam, viva o momento -, e posso repeti-los exaustivamente. Você poderá ouvir, mas são vai conseguir internalizar o que eu disser. A tragédia é pessoal. Ela fica gravada na alma. A gente deixa de ser feliz, mas se torna uma pessoa melhor.
    O que torna isso tudo mais irônico é que, muitas vezes, desejei que Elizabeth me visse agora como dou. Por mais que desejasse, não acredito que os mortos estejam nos observando ou em qualquer dessas fantasias com que nos consolamos. Acho que os mortos foram embora para sempre.
-Não conte a ninguém por Harlan Coben.

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